um novo tempo

O natal chegou!!!

Ontem pela manhã ao ler o jornal, em meio a notícias de tantas tragédias, política e anuncio das férias de verão deparei com vários enfoques a respeito do Natal.

Sobre esse tema, entre propagandas e várias reportagens fiquei a pensar e refletir.

Interessante que a página com o titulo “esotérico” é a que me chama mais a atenção.

Sob a temática “O sentido do natal ainda sobrevive” é realizado um apanhado entre representantes de três tradições religiosas: um rabino, um teólogo e um gnóstico.

Um ponto é fato, natal tem a ver com natividade, nascimento, boas novas no sentido que uma vida é sempre uma boa nova. Talvez por isso, entre tanta “coisa” nessa época algumas pessoas ficam propensas ao sentimento de solidariedade, fraternidade, partilha, mesmo às voltas com o consumismo e ao exagero e correria generalizada.

Afinal quem não se enternece e se desarma à imagem ou lembrança de um bebê recém nascido? É comprovado que, em sua maioria, todo ser humano principalmente as mulheres à presença de um recém nascido se torna meio maternal. Dizem que é uma espécie de instinto de preservação da espécie.

Talvez esteja aí o princípio de uma das razões para a cultura dos presentes, do desejo de presentear ou de agradar ou gratidão pela “boa nova”.

Mas porque mesmo comemoramos o Natal? Por que muitos de nós cristãos se envolvem em compras de presentes e até mesmo enfrenta filas e congestionamentos  para garantir aquele presentinho para o(s) ente(s) queridos?

Porque gostamos de reunir a família, amigos e amigos dos amigos para comemorar o Natal? Porque a mesa farta faz muitas vezes parte da rotina natalina de muitos de nós?

Fiquei pensando… por que eu gosto tanto desse “tempo de Natal”?

Lembrei-me de minha infância. Lembrei-me que teve um tempo em que eu acreditava em “papai Noel”, SERIO!

Não sei que idade eu tinha, mas lembro-me de querer dormir rápido para acordar cedinho e ir correndo à linda árvore de natal que minhas tias Emeli e Carmezi faziam e lá encontrar os presentes tão esperados.

Só sei que fui crescendo e com o tempo, também não sei como aconteceu, percebi que quem colocava os presentes na árvore eram os “adultos” exatamente à meia-noite quando eles trocavam entre si os próprios presentes.

Era muita festa! Muita alegria! Toda a família reunida! Tios, Tias, minha avó, minha mãe, meus irmãos, todos os primos! Ah! E os amigos e amigos de minhas tias!

Era tempo de muita comida gostosa! Nunca me esqueço de cardápio que foi a maior novidade. Ninguém nunca tinha experimentado e tia Carmezi se gabava: Vocês vão amar! Strogonoff! Eu nos meus 9 anos de idade, detestei o que hoje saboreio e preparo com muito gosto.

O tempo passou. Por muito tempo ainda continuamos a nos encontrar e eu já casada ia com minha família numa via sacra na casa da Tia Carmezi encontrar com todos. Com o tempo e com Jesus no centro de minha história as coisas continuaram mudando.

Sempre gostei da árvore de natal. Desde que me casei decorava minha casa e a árvore estava sempre no lugar de honra. Cada ano a árvore tinha um motivo e o último tema foi “papai Noel”. Lembro-me muito bem daquele final de tarde em que tive uma experiência inesquecível de ensino e revelação com o Espírito Santo de Deus.

Estávamos eu, Iarinha, Iana e Isa ainda bebê na sala conversando sobre o significado do Natal. Olhávamos para aquela árvore linda toda enfeitada de papai Noel de todo jeito. De repente começamos a analisar a figura do Noel, e a conversar sobre o lugar onde ele morava, com quem ele morava, quem eram seus amigos (amigos?) e que ele era chefe dos DUENDES!

Nessa hora, como num passe de revelação, nos entreolhamos como se estivéssemos diante de uma grande descoberta! E uma pergunta soava em nossos ouvidos: Quem pode ser chefe dos duendes, a não ser um grande duende?

Foi surpreendente! Iara com 6,  Iana com 3 aninhos  e eu entendemos que isso não tinha nada a ver com o Natal que comemorávamos (Isa ainda tão pequenininha não entendia nossa descoberta!).

Já naquela época, eu ainda bebê na fé, entendi que muitas coisas que fazíamos eram sem entendimento do real sentido do Natal. Desfizemos a árvore naquela mesma hora, destruímos os Noéis  e oramos e glorificamos o nome de Jesus! Foi maravilhoso!

Foi maravilhoso o que experimentamos, nós quatro, naquele final de tarde. Esse fato inaugurou um novo tempo em minha vida. Um tempo de estudo e de busca pela verdade em Cristo. Eu queria saber o que mais o Espírito Santo de Deus queria nos revelar! E para encurtar descobri a história da árvore natalina (pinheiro natalino) que você pode pesquisar na imensa bibliografia hoje existente.

Nunca mais montei uma árvore de natal. Continuo achando linda uma árvore enfeitada, mas esta não faz mais sentido para mim como um símbolo do Natal que eu comemoro. O lugar de honra em minha casa é de Jesus!

Continuo comemorando o Natal. Entre outras coisas descobri que 25 de dezembro é uma data simbólica cristã. Esta foi constituída a partir de 25 de março, dia comemorativo por ser o equinócio da primavera do calendário Juliano. Desde o imperador Aureliano (séc III dC), celebrava-se nesse dia o nascimento do sol invicto, festa mitríaca do nascimento do sol. A Igreja Católica Apostólica de Roma celebra então em 25 de dezembro o nascimento do verdadeiro Sol da Justiça, Jesus Cristo,  desde o séc. IV dC. Consequentemente uma influência significativa em toda tradição cristã, inclusive na evangélica.

Nessa perspectiva, o sentido espiritual do Natal lança nosso olhar para a história quando Deus assume definitivamente nascer e viver entre nós como humano. Fato real e sobrenatural que creio merece de nós perene e agradecida memória independente do dia real do nascimento de Jesus.

Natal aponta para o presente e o futuro! Presente que nos direciona para uma vida de testemunho no sentido das “Boas Novas” vivendo uma nova vida constituída por que Jesus um dia nasceu e morreu em vitória na cruz! Futuro porque lá está o Cordeiro Glorioso sentado a direita do Pai esperando-nos para o desfecho da vitória irremediável sobre a carne.

Assim como uma vez por ano comemoro nossos aniversários aqui em casa, com louvor e alegria nos reunimos no Natal como um tempo didático.

Fiz novamente a “mesa do Natal” com Jesus na manjedoura, lembrando como ele nasceu. Em volta seus pais,  bichinhos, bonecas, sininhos, florzinhas, os cartões que recebemos e vários brinquedinhos da Ivy e da Iasmin.

Lá elas brincam a vontade e sabem que Jesus é real e amigo delas! Sabem que um dia ele nasceu, foi criança. E pouco-a- pouco, no nosso dia-a-dia vamos ensinando e apresentando a elas a identidade do nosso querido Jesus! E um dia elas saberão em seus espíritos porque ele é o nosso Salvador!

O Natal para nós é muita felicidade! Esse ano elas participaram da preparação dos presentes da família! O delas ainda é uma surpresa (rsrsrsr…)! Só no dia 24 à noite quando nos reuniremos em culto de adoração e louvor pelo dia que o Grande Rei nasceu e veio ao mundo de boa vontade!

Elas sabem que o velho Noel não é o papai. Ensinei a elas que papai só o Eustáquio é o papai delas. Com o tempo o próprio Espírito Santo trará sobre elas o discernimento com tranqüilidade e verdade.

Quanto a mim, sou grata todos os dias pela vinda do Messias e o adoro porque sei em quem tenho crido! O adoro porque o amo! E a cada dia o respeito e o amo mais porque a cada dia é um tempo a mais de convivência e de conhecimento.

A presença de Jesus é doce, é forte é maravilhosa todo dia!

Acho que Natal é todo dia naquele que ama Jesus!

Em anexo uma mensagem que recebi do Pr. José Raimundo da Secretaria de Louvor da Lagoinha.

Curiosamente está na forma de uma “ávore de natal”.

Deus os abençoe com poder, graça e revelação diária do Espírito Santo.

FELIZ TODOS OS DIAS!!!!!

Isabel Coimbra

 

Árvore de Natal

Quisera
Senhor, neste Natal,
armar uma árvore e nela
pendurar, em vez de bolas,
os nomes de todos os meus amigos..
Os amigos de longe, de perto. Os antigos
e os mais recentes. Os que vejo a cada dia e os
que raramente encontro. Os sempre lembrados e
os que as vezes ficam esquecidos. Os constantes e os
intermitentes. Das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que, sem querer, eu magoei, ou sem querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles de quem conheço
apenas a aparência. Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos os que já
passaram pela minha vida. Uma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes
nunca sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos para que novos nomes vindos
de todas as partes venham juntar-se aos existentes. Uma árvore de sombras muito agradáveis para
que nossa amizade,
seja um momento de
repouso nas lutas da vida.
Que o Natal esteja vivo em

cada dia do Ano que se inicia

para que possamos juntos viver o amor de Cristo!!!

Tenha um Natal abençoado sabendo realmente o significado dele! 

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Comentários em: "O natal chegou!!!" (2)

  1. Muitooooo boa sua materia sobre o natal, suas experiencias de revelação!
    Deus te abençoe ricamente .
    bjus

  2. elissandra xavier disse:

    bel…
    não sei se vc vai poder me responder a essa pergunta, mas preciso de uma visão d alguém mais experiente em ministérios de dança. Sou lider do ministério de dança de minha igreja e sou professora de Ballet clássico também… este ano tem sido terrível p/ mim, pois tenho liderado o ministério praticamente sozinha… vc tbm se sentiu assim?? me ajude por favor, pois sei q vc eh uma serva do Senhor e uma pessoa humilde… ajude-me…
    grata,
    elissandra xavier
    uma lider em desespero!
    se der me responde : elissandraxavierluciano@hotmail.com

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