um novo tempo

cartaz_eletronico_seminario_2009

Glória Deus! Mais uma vitória!

Amanhã inciamos mais um Seminário de Dança Contemporânea na UFMG!

Porque vitória? Nunca vi tanta luta!

Por isso sei que vai ser uma benção!

Este seminário tem uma ênfase diferente. Ele está mais voltado para o universo acadêmico e da pesquisa tendo a arte, a cultura e a linguagem como pano de fundo. Importante dizer que quando falamos de “contemporânea” não estamos falando especificamente de um estilo de dança, mas de um fenômeno artistico-sociocultural contemporâneo.

O 8º Seminário Nacional de Dança Contemporânea é fruto de uma tradição de 14 festivais de dança realizados na EEFFTO/UFMG de 1988 a 2002.

Ao assumir a coordenação destes festivais anuais em 2000, senti a necessidade de ampliar sua abrangência diante de uma crescente interrogação dos significados da dança no mundo contemporâneo e com a criação do Programa de Dança Experimental da EEFFTO/UFMG – PRODAEX  os tradicionais festivais foram se transformando em espaços para o estudo da dança numa perspectiva “inter”, “trans” e multidisciplinar. As mostras de dança, oficinas, palestras, mesas redondas e apresentações de temas livres foram consolidando desde então os seminários anuais em substituição do conceito “festival”.

Para o ano de 2009, mais uma vez, movida pelo anseio por oportunidades e espaços para pensarmos a dança nos dias de hoje propus a continuidade da realização destes seminários para que alunos da UFMG, estudiosos e comunidade interessada no estudo dos conteúdos da dança possam conhecer, estudar e compartilhar as experiências e os conhecimentos produzidos na atualidade

O tema para o Seminário deste ano é: Dança-Arte-Linguagem: Caleidoscópio de Sentidos.

Com muita alegria recebemos inscrições de vários trabalhos que seram apresentados em forma de comunicações orais e mostras de dança. Seus autores são provenientes de alguns estados brasileiros e trazem em seus textos a conexão da dança com o contexto da escola, do ensino, da educação, da arte, da técnica, da cultura, da comunicação, da linguagem, da produção, do gênero, do lúdico e do lazer.

As palestras tratam de temas relacionados com a semiótica e a dança como texto.

As mesas redondas foram organizadas trazendo assuntos como as linguagens transversais da arte em movimento e a dança contemporânea como conhecimento.

As mostras de dança trouxeram as discussões e reflexões transcorridas em todos os temas abordados nas palestras, mesas redondas e comunicações orais através dos trabalhos inscritos e de grupos convidados.

As oficinas abordaram conteúdos da Dança e Performance; Dança e Ludicidade; O Corpo no Método BPI e Dança-Teatro.

Na expectativa de divulgar e ampliar as ideias veiculadas no Seminário de 2009 publicamos a Coletânea dos textos apresentados e discutidos em palestras, mesas redondas e comunicações orais em CD.

Estou feliz por que pessoas muito especiais para mim estarão participando e sei que Deus tem um propósito de salvação e revelação da pessoa de Jesus! Afinal de contas sou a mesma pessoa seja na Igreja, na rua ou no meu trabalho! E Jesus está em todo lugar! E Ele está na minha vida!

Sei em Jesus que vai ser muito bom!!!!!!

Se vocês  animarem venham!!!!!

Informações no CENEX da EEFFTO/UFMG  031-34092314 

Abaixo o Programa Final

Abração!

Deus abençoe a todos e me ajudem em oração para que Deus se mova de maneira especial naquele lugar…..

Até mais!

Isabel Coimbra 

 

PROGRAMA

 11/11/2009

08:30   Credenciamento

10:00   Abertura Oficial

10:15   Mesa Redonda: Dança: Linguagens Transversais da Arte em Movimento

            Tânia Mara (EBA/UFMG)

            Rita Gusmão (EBA/UFMG)

            Diná Marques (CI/UFMG)

12:00   Mostra de Dança

  • “Dedicatória” e “Contraponto” – Corpo Escola de Dança – BH/MG
  • “Entre Atos e Flores Anônimas” – PRODAEX – EEFFTO/UFMG
  • “Piratas” – Núcleo de Dança Tatiana Figueiredo – BH/MG
  • “As Mil e Uma Noites” e “Vestal” – Núcleo Floresta de Dança BH/MG
  •  “Me Acompanha?” – Dança Jovem BH/MG            

13:00  Almoço

14:30  Palestra: Dança e Semiótica

Ana Cristina Fricke Matte (FALE/UFMG)

16:00   Lançamento do Livro: ENSAIOS DE SEMIÓTICA : APRENDENDO COM O TEXTO

Ana Cristina Fricke Matte e Gláucia Muniz Proença Lara . Editora Lucerna/Nova Fronteira

17:30   I Oficina: Dança e Performance

 Rita Gusmão (EBA/UFMG)

12/11/2009

10:00   Comunicações Orais: Danças e “Danças”

– A Dança Experimental: Dialógica e Polifônica? 

Caroline Konzen Castro e Ana Carolina de Paula Oliveira PRODAEX/EEFFTO/

UFMG

– Lazer, Infância e Práticas Sociais: Aprendizagens no Contexto de Prática da Dança            

Leandra Fernandes Resende EEFFTO/UFMG

– Lazer, Sociabilidade e Dança de Salão: O Dois-Um em Rondonópolis Tiago Tonial EEFFTO/UFMG 

12:00   Mostra de Dança

  • “Bicho Homem” – Carlos Afro e convidados – BH-MG
  • “Dança ao Pé da Letra: Caleidoscópio de Sentidos”- Grupo Experimental Dança 1 –  EEFFTO/UFMG
  • “Caos”, “Cultura Latina” e “África”: Alunos das disciplinas Danças –   EEFFTO/UFMG 
  • Surgimento – Alunos da Disciplina Dança Contemporânea EEFFTO/UFMG

13:00   Almoço

 14:30   Comunicações Orais: “Produção” e Dança

– Passiflora Incarnata: Uma Proposta de Extensão Cultural Através do Grupo de Dança Compassos da Unimontes  – Elisângela Chaves, Janice Guimarães Carvalho, Fernanda de Souza Cardoso, Sarah Carine Gomes Aragão  – UNIMONTES/MG

– A Categoria Corpo na Dança nos Conbraces de 1979 a 2005 – Reflexões Iniciais

 Aládia Cristina Rodrigues Medina e Dr.Cláudio Lúcio Mendes – Universidade de      Itaúna/MG

– Nós em Rede: Informação, Corpo e Tecnologia 

Graziela Andrade e Maria Moura  – FALE/UFMG

17:30   II Oficina : LudiDança: Uma Proposta de Dança, Ludicidade e Educação

Alba Pedreira Vieira e Maristela Moura Silva Lima (UFV-MG)

13/11/2009                

10:00   Palestra : Corpo em Cena – Corpo em Texto

Isabel Coimbra (EEFFTO/UFMG)

12:00   Mostra de Dança : Projetos Sociais

  • Creche UFMG –  Ana Carolina de Paula PRODAEX-EEFFTO/UFMG
  • Centro Pedagógico UFMG – Caroline Queiroga PRODAEX- EEFFTO/UFMG
  •  Escola Estadual Doutor Euzébio Dias Bicalho – Renata Flávia e alunos           PROADEX-EEFFTO/UFMG
  •  “Evolution” – Grupo de Dança Efésios, 5 – BH/MG
  • “Brincadeira de Criança” – Caroline Konzen Castro e Renato Avellar – BH/MG

13:00   Almoço

14:00  Comunicações Orais: Dança e Escola

– Quando a Dança se Integra à Escola: Experiências Vividas no Programa Escola Integrada

            Mirza Ferreira e Darlan Alves Coelho – UNI-BH/MG

– A Dança na Escola de Tempo Integral: Possibilidades e Desafios na Formação Docente

Raquel de Magalhães Borges, Michelle Aparecida Rodrigues Benevides e Imara Regina Pereira Silva – Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix

            – O Corpo em Cena: A Dança na Escola

            Siane Paula de Araújo – PRODAEX/EEFFTO/UFMG          

15:30   Comunicações Orais: Dança e Escola

– Meninos e Meninas em Cena: um relato de experiência. Caroline Queiroga Antônio e  Renata Flávia Nogueira PRODAEX/EEFFTO/UFMG

 – Dança na Educação Infantil: Encontrando a  Arte e a Ludicidade no Movimento –     Alba Pedreira Vieira, Guilherme Fraga da Rocha Teixeira, Letícia T. Oliveira, Aline D. Fialho, Fernanda R. N. Bastos, Nara C. Vieira /UFV-MG           

17:30   III Oficina: O Corpo no Método BPI

Ângela Nagai (UNICAMP)

14/11/2009

08:00  IV Oficina: Dança-Teatro

Solange Caldeira (UFV-MG)

10:30   Mesa Redonda : Dança, Arte Contemporânea e Conhecimento

Solange Caldeira (UFV/MG)

Ângela Nagai (UNICAMP)

Patrícia Furst (ESMU/UFMG)

Angel Vianna (FDAV-RJ)

12:00  Avaliação

12:30  Mostra de Encerramento

  • “A Causa Secreta” – Caroline Konzen e Cida de Oliveira –BH/MG
  • “Crapaud” – Rita Gusmão EBA/UFMG
  • “Ladainhas”” Cia da Dança Canedo e Viviane Rubatino – Carandaí/MG
  • Pout pourri de coreografias – Cia da Dança Canedo e Viviane Rubatino Carandaí/MG

FIM!

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Comentários em: "8o. Seminário Nacional de Dança Contemporânea da EEFFTO/UFMG" (11)

  1. sim..sim… passei por lá com o povo do Dança Jovem (Me acompanha?), e acredito que esse seminário tem muito a somar com o senário da dança que é tão amplo em BH….

    e pude reparar toda sua elegância e gentilesa de muito perto…

    beijo grande

  2. ♥A PAZ AMADA ISABEL♥
    COMO EU GOSTARIA DE TER O PRIVILÉGIO DE NÃO SÓ ASSISTIR A APRESENTAÇÃO,MAS DE PARTICIPAR TMB.

  3. Qria fotos da dança afro, eu estava la mais não levei câmera e queria ver as fotos, se puder me dizer como conseguir agradeço , abraço

    • isabelcoimbra disse:

      Ei Ernani,
      Ainda nào tive tempo de baixar todas as fotos mas logo que fizer publico aqui no blog, ok?
      Abração!
      Isabel

  4. Ai meo Deus … nem fui….=(

  5. Cara Isabel

    Graças a Deus a UFMG, está com o curso de graduação em dança ligado à EBA.

    Curso de educação física não substitui um curso de dança. A dança na educação física não tem como propósitos apresentação de espetáculos artisticos. Acho que é preciso ter ética.

    Infelismente ainda existe muito picareta dentro da área da educação física que acha que tal curso forma bailarino. Um grande equívoco.

    • isabelcoimbra disse:

      Ei Luiza,

      É muito bom mesmo termos agora um curso de Dança na UFMG! Estou muito contente por isso!

      E você tem razão, um curso de Dança é completamente diferente de um curso de Educação Física. São objetivos diferentes tendo em vista que tipo de profissional estes cursos formam e injetam na sociedade e no mercado de trabalho.

      O Curso de Educação Física é muito mais amplo porque o profissional de Educação Física (bacharel ou licenciado) tem interface pedagógica com vários conhecimentos em diversos seguimentos da sociedade como escolas, academias, hospitais, áreas diversificadas de lazer, hoteis, clubes e uma variedade de atividades autônomas como personal trainer entre outras. Para isso a Educação Física vai trabalhar como princípio os conteúdos da cultura corporal de movimentos sistematizados entre os jogos, as lutas, os esportes, as ginásticas e a dança.

      Nesse sentido a dança em um curso de Educação Fisica tem obviamente objetivos diferentes porque esta é uma parte do todo. Mas nem por isso ela deixa de ser tratada como arte e produção cultural do aluno em foco.

      Como educadora, professora de Educação Física e professora de Dança minha luta é pelo direito à educação e formação de qualidade da criança, do adolescente e do adulto independente da situação ou local profissional no qual me encontro.

      Sobre os “picaretas” creio que é difícil rotular este ou aquele porque temos representantes desta “classe” em muitos lugares e em se tratando da área ou conteúdo da dança tem muita gente da “dança” que infelizmente também ocupa este lugar.

      Obrigada por sua contribuíção!
      Abração!

      Isabel Coimbra

  6. MONICA MESQUITA disse:

    Cara Isabel,

    Me chamou a atenção o comentário no seu site. Por isso resolvi comentar.

    Como concordo com o comentário da Luiza um Curso de educação Física não forma ou qualifica um bailarino, dançarino ou professor de dança ou de qualquer outro tipo de arte, seja dança, música, teatro etc. A dança na abordagem da educação física não tem a mesma abordagem da dança dentro do conteúdo Artes, como a publicação do Conselho Federal de Educação Física abaixo:

    A questão da atividade física travestida de Dança:
    A Dança, como termo genérico, não pertence a nenhuma categoria profissional especificamente. Compreendida no seu sentido latu, ela é uma atividade que pode servir de ferramenta para coreógrafos, Profissionais de Educação Física, terapeutas e psicólogos. Entretanto, o que se percebe é que os exercícios físicos e atividades tradicionalmente utilizadas pelos Profissionais de Educação Física estão sendo travestidos de Dança: Dança Aeróbica, Aerodança, Fitness Dança e Power Dança, que nada mais são do que Ginástica Aeróbica. Podemos citar ainda a Hidrodança, que nada mais é do que Hidroginástica. Portanto, nesse contexto de modismos desenfreados, impõe-se identificar a INTENCIONALIDADE, o fim que se quer alcançar com a atividade de Dança. É importante deixar claro que, diferente das manifestações inicialmente citadas, estas últimas são atividades do Profissional de Educação Física. Já a Dança ARTE e a Dança COREOGRÁFICA são atividades do ARTISTA e, por isso, não precisam ser fiscalizadas pelos CREFs. (CONFEF, 2005, p.20)
    Fonte: CONFEF, Revista E.F. Nº 16 – Junho de 2005, disponível em , acessado em 15/11/2009.

    Infelizmente tem muito profissional de educação física que está se esquecendo o que é dança na abordagem do educador físico ou qual é o objetivo de intervenção deste profissional. Que segundo o MEC é: “nas perspectivas da prevenção de problemas de agravo da saúde, promoção, proteção e reabilitação da saúde” (MEC, 2004a, p.1, grifo nosso).

    Curso de Educação física não forma profissional para fazer, montar ou dirigir espetáculos artísticos de dança, teatro ou qualquer outro tipo de atividade artística.

    Desenvolvi uma pesquisa na área e afirmo que não há no mundo nada que vincule as artes, seja música, teatro, dança artes visuais, ou audiovisuais profissionalmente e academicamente à formação em educação física.

    Enfim Professor de Educação Física não é professor de Dança.
    A formação acadêmica em dança se dá através de cursos específicos de graduação em dança (bacharelados e licenciaturas).

    Infelizmente ainda tem muito professor de educação física que acha que trabalhar a dança na educação física é igual ao trabalho desenvolvido no conteúdo artes. Substituindo convenientemente e estrategicamente a palavra arte por cultura. Ou as artes que trabalham com o corpo como o teatro, a dança e o circo, chamando estas atividades de cultura corporal. Um erro estético e ético de abordagem profissional o que na prática dá no mesmo. Estão se apropriando de atividades profissionais inerentes aos formados em Artes Cênicas. Mais especificamente em Dança e Teatro.

    Os cursos de educação física não tem o direito de se apropiar de uma atividade profissional que não é sua. Atividades de espetáculos artisticos cênicos de dança e teatro não áreas de abordagem ou estão inclusas nos objetivos de atuação e intervenção da educação física.

    Os profissionais de dança e outros da área artistica (teatro, circo etc) são regulamentados pela Lei 6.533/78 (chamada de lei do Artista) e pelo Decreto no 82.385, tendo como parte integrante um quadro (anexo) com as denominações e descrições das funções em que se desdobram as atividades de artista e de técnico em espetáculos de diversões no Brasil.

    No holl de profissionais da área artistica no Brasil (e no mundo pela minha pesquisa) não se inclui profissionais de educação física. Pois como já foi dito os cursos de educação física são da área da saúde e biológicas enquanto a dança e o teatro são da área de conhecimento das artes.

    É preciso que isso fique claro. Pois temos que delimitar sim a nossa área de atuação e intervenção profissional. Isso se chama ética.

    Essa tentativa de vinculação e apropriação acadêmico-profissional das artes cênicas (danca, teatro e circo) pela educação física existe está prejudicando no todo as artes e os profissionais da área artistica (com formação acadêmica ou não). E principalmente os da academia pois sua formação está banalizada e desrespeitada. E pior seu mercado de trabalho está sendo ocupado ilegalmente por educadores físico.

    Não podemos tratar tudo isso de forma banal e fingir que está tudo bem e que em nome da educação pode tudo….

    No final de 2009, finalizei uma pesquisa nesta áreä: Que trata “da tentativa da apropriação do mercado acadêmico profissional das artes cênicas (dança, teatro e circo) por profissionais de educação física. Esta pesquisa já foi apresentada em vários Seminários e Congressos e Internacionais, os resultados são alarmantes (pelo menos para nós artistas com formação acadêmica). Eu como graduada em Teatro não posso me calar diante disso tudo, pois além da dança estão tentando se apropriar da área dos profissionais de teatro também, vinculando atividades teatrais à educação física.

    Providências estão sendo tomadas pois isso não pode continuar.

    Existem acima de tudo, interesses políticos e de mercadológicos . Porém a lei, a formação e a ética não dá o direito à educação física de agregar para si também atividades artísticas, com o intuito de ampliar o seu mercado profissional numa estratégia oportunista.

    Você diz: Como educadora, professora de Educação Física e professora de Dança minha luta é pelo direito à educação e formação de qualidade da criança….

    Tudo isso é muito bonito… Concordo com você. Mas será que vale tudo em nome da educação? Sei que não deve ser o seu caso mas será que vale tudo mesmo?

    Falta de ética, passar por cima de outras pessoas, lesar outros “colegas” que batalham tanto, em anos de estudo ao longo da vida até concluir uma faculdade de dança e teatro.

    Na educação vale tudo??? Minha resposta é não. Porque que exemplo de educação eu estaria dando se me submetesse a isso.

    Que seja bem vindo este curso de dança da UFMG, e que venham muitos outros na área não só em Minas mas em todo o Brasil.

    Abraço

    Mônica

    P.S.: Desculpe o desabafo, mas tudo isso tem que ser esclarecido.

    • isabelcoimbra disse:

      Prezada Mônica,

      Primeiro, quero agradecer pela contribuição, reflexão e como você mesma descreveu “desabafo” aqui registrado.
      Segundo, manifestar novamente minha grande expectativa em relação ao curso de Dança da UFMG, inclusive como professora desta instituição e ofertante de disciplinas para o curso de teatro e quem sabe inclusive no curso de dança da mesma.

      Considero suas colocações importantes e bem representadas por um numero significativo de profissionais da área das Artes Cênicas.

      Creio que os impasses sobre “o que é de quem e quem pode o que e onde”, com o tempo e ao embalo de discussoões, pesquisas, foruns, publicações e etc vão sendo esclarecidos no sentido de que a claridade vai mostrando a todos os encaixes de cada peça do jogo sociocultural. Tenho muita esperança numa claridade que leve o bem para o bem de todos.

      Outros conceitos que me chamam a atenção em seu desabafo e que também fazem parte, entre outras quatões, do meu campo de estudo são a arte, a cultura e a educação. Em parceria com outros pesquisadores temos observado sob a perspectiva da transdisciplinaridade conexões muito ímpares entre áreas aparentemente inconciliáveis e nas discussões o que vem à tona em sua relevância é a maior valorização do sujeito em relação ao objeto. Quero reiterar com isso que no momento o que toma meus primeiros pensamentos é o lado mais fraco dos sujeitos: o aluno carente (e digo carente de tudo inclusive da arte) e quem me conhece sabe que não faço demagogia. Coordeno o Programa de Dança Experimental na EEFFTO/UFMG e o progeto “Dançando na Escola” é desenvolvido em escolas localizadas em áreas de risco social por alunos bolsistas (inclusive de outras Unidades) da extensão universitária.

      Compreendo sua indignação em relação às situações apontadas e confesso que o que me deixa mesmo intrigada é o nível que muitas vezes essas discussões ocupam e realmente acho muito dificil fragmentar arte de cultura e o todo da educação. Claro que precisaríamos de mais tempo para tratar de discussão tão interessante.

      Sobre ética e o jogo do vale tudo….. nossa, essa é dificil de lidar. A propósito (sem ironia, é sério.) isso começa no berço e tem continuidade na educação. Creio que tanto os licenciados ou bachareis seja da Dança ou da Educação Física podem contribuir e muito na formação de uma sociedade mais justa e menos violenta se preocuparem um pouco mais com o testemunho de vida que dão para seus alunos e público. Nesse sentido as leis os fazedores de leis precisam mesmo trabalharem na claridade.

      Que me perdoem o ecletismo se assim parecer, mas de mim mesma não sei onde começa ou termina a educadora, a artista e a pesquisadora. Não me sinto fragmentada. Muito pelo contrário!

      Não posso responder por todos os professores de Educação Física ou de Dança, mas penso que as discussões devem amadurecer as relações e a qualidade do nosso trabalho.

      Sem querer estancar um assunto tão pertinente, vou ficando por aqui.

      Mais uma vez obrigada e continue contribuindo com textos tão ricos!

      Abração!
      Isabel Coimbra

  7. Olá, gostaria de mais informações sobre o 9° Seminário! Estou tentando acessar, mas não consigo!
    Gostaria muito de participar.
    um abraço,
    Ana

  8. Onde encotnro sobre o 9° Seminário?
    grata
    Ana

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